Mostrando postagens com marcador Noticia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Noticia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O Brasil vai bombar

Mercado prevê crescimento maior da economia em 2009 e 2010


LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
Atualizado às 08h41.

Economistas consultados pelo Banco Central revisaram para cima suas previsões para o crescimento da economia brasileira e esperam uma variação do PIB (Produto Interno Bruto) ligeiramente maior em 2009 e 2010. Para o fim deste ano, a projeção de crescimento passou de 0,18% para 0,20%. Para o fim do ano que vem, a expectativa é de crescimento de 4,83%, contra previsão anterior de 4,8%.

De acordo com a pesquisa Focus, feita na última semana e divulgada nesta segunda-feira pelo BC, a previsão é que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) feche este ano em 4,27%, mesma estimativa feita na semana passada.

Para 2010, a previsão é de que a inflação oficial encerre o ano em 4,46%, contra 4,45% da semana anterior. As duas projeções estão abaixo do centro da meta estabelecida pelo governo para os dois anos, que é de 4,5%.

O mercado manteve ainda as projeções feitas anteriormente para a taxa básica de juros (Selic). Após o Copom (Conselho de Política Monetária) manter na última reunião os juros em 8,75%, os economistas apostam que a Selic fechará o ano neste mesmo patamar. O conselho se reúne uma vez mais em 2009, em dezembro. Para 2010, a expectativa é que os juros encerrem o ano em 10,50%.

Mais inflação
A previsão do mercado para o IGP-DI melhorou, passando de queda de 0,44% para redução de 0,47%. Para o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), a previsão passou de -0,87% para -0,88%. Os dois indicadores são usados no cálculo dos reajustes de contratos e preços administrados, entre eles, contas de luz e aluguéis.

A previsão para o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômica), caiu de 3,99% para 3,94%. Para 2010, as previsões para os IGPs e para o IPC-Fipe ficaram em 4,5%.

Outros indicadores
O mercado prevê o dólar em R$ 1,70 para o fim de 2009, mesma previsão feita anteriormente. Para 2010, a projeção foi mantida em R$ 1,75.

A previsão para o superavit da balança comercial passou para US$ 25,5 bilhões (contra US$ 26 na semana anterior) e para o deficit nas transações correntes se manteve em US$ 16,9 bilhões.
A estimativa para os investimentos estrangeiros diretos ficou em US$ 25 bilhões neste ano, passando de US$ 33 bilhões para US$ 35 bilhões em 2010. A projeção para a relação dívida/PIB foi mantida em 44%.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Roubini alerta para otimismo exagerado nas Bolsas

O economista Nouriel Roubini, que tem recebido crédito por prever a atual crise global econômica, alertou em uma entrevista à BBC que o mundo pode estar "plantando as sementes da próxima crise".

Na opinião do professor da New York University, existe uma "disparidade crescente" entre o otimismo dos mercados financeiros, que se valorizam a passos largos, e a debilidade da economia real, que se refaz mais gradualmente.

Para ele, a alta não está se dando pela melhora nos fundamentos econômicos da economia global, mas "também devido à barreira de liquidez criada com dinheiro fácil [dos pacotes econômicos] que tem escolhido investir em ativos financeiros".

"Estou preocupado que já estejamos plantando as sementes da próxima crise", alertou.
Nos últimos seis meses, o principal indicador da Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones, subiu cerca de 45%, em linha com indicadores financeiros ao redor do mundo.

Entretanto, como sinal de que a economia real permanece frágil, o economista lembrou a opinião, externada por muitos analistas, de que a crise que derrubou os preços no mercado imobiliário residencial está agora se alastrando também pelo segmento comercial.

"Eu vejo uma economia na qual consumidores chegaram ao limite de seus gastos, afundados em dívidas, precisam reduzir as despesas e poupar mais", afirmou.

"Em algum ponto no futuro pode haver uma correção. Essa correção está sendo adiada pela barreira de liquidez que tem escolhido investir em ativos financeiros, mas existe uma lacuna entre o que são os preços dos ativos e a economia real. A economia real ainda me parece muito débil."

Reformas

Mas o mundo pode evitar uma nova catástrofe se enfrentar as reformas do sistema financeiro propostas pelo G20, acredita o economista.

Para ele, isto colocaria a trajetória de recuperação econômica "na direção correta de alcançar mais estabilidade financeira: mais liquidez, mais capital, melhor capital, menos alavancagem, lidando com instituições muito grandes para falir, supervisão e regulação global, compensação de bancos".

"A crise não acabou, ainda há muitos danos no sistema financeiro, precisamos realizar essas reformas. Se não realizarmos estas reformas, estamos plantando as sementes da próxima crise", disse.

Fonte: www.folha.uol.com.br
Link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u635776.shtml

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Bola da vez ou Bolha da vez?

Brasil é "vítima do próprio sucesso econômico", diz "Financial Times"

Em reportagem publicada nesta quarta-feira, o diário britânico "Financial Times" afirma que o Brasil é "vítima do seu próprio sucesso econômico" – razão pela qual anunciou a taxação de 2% sobre o capital estrangeiro.

Em quatro artigos dedicados ao tema em quatro seções diferentes, o jornal aposta ainda, como outros, que a iniciativa deve ser pouco eficiente no objetivo de conter a apreciação do real frente ao dólar. "O principal objetivo do governo é combater a volatilidade", diz o "FT".

O artigo mais noticioso, que ganha espaço na primeira página, afirma que, "se o governo está tentando conter o avanço estável do real em relação a outras moedas com a taxa de 2%, muitos estão céticos quanto à hipótese de dar certo".

É que, diante das boas perspectivas para o país, a atração de capital externo tem crescido a passos largos. "O Brasil se tornou vítima de sua própria resistência à crise", diz o correspondente do jornal em São Paulo.

No momento em que grande parte do mundo ainda sofre com os efeitos crônicos da recessão, o país "deu os ombros" para a crise e está "voltando rapidamente para um forte crescimento", afirma o diário.

Como explicou um analista, citado em uma segunda matéria, com a taxa o governo brasileiro "está lutando contra todo o mercado". "Todo mundo quer estar no Brasil neste momento", disse, ao jornal.

Em dois outros artigos, mais analíticos, o "FT" avalia outras razões para a apreciação do real. O jornal diz que, se tiver sido unicamente por causa da riqueza gerada – rapidamente – pela alta das commodities, há razões para impor a taxa e tentar evitar a especulação financeira.

"Por outro lado, se a força do real se dever à permanente mudança nos termos de comércio do Brasil, há pouco que o governo possa fazer. Uma taxa de câmbio sobrevalorizada pode reduzir a competitividade, mas a resposta a isso é mais produtividade."

"Pelo menos o real forte faz os brasileiros se sentirem mais ricos, um bônus político antes das eleições do ano que vem", diz o " FT". Além disso, diz o jornal, a taxa que torna menos atrativo o capital de curto prazo também torna menor a saída de recursos à medida que a recuperação econômica melhorar a atratividade de outras partes do mundo.

Para o jornal, "esta ação preventiva é um sinal promissor do amadurecimento financeiro do Brasil".

Outros jornais
Em outros jornais estrangeiros, a taxação de capital estrangeiro também ganhou destaque.

Para o americano "Wall Street Journal", a medida "sublinha a enorme demanda dos investidores por ativos brasileiros, no despertar da crise financeira global. O forte sistema bancário e a classe consumidora ajudaram a anular o efeito da desaceleração econômica, tornando a nação sul-americana um dos poucos lugares bem-sucedidos no mundo".

Nas palavras do "Cinco Días", o maior diário financeiro da Espanha, "o escolhido para os Jogos Olímpicos de 2016 está em moda, mas se recusa a se converter na próxima bolha especulativa". Para o jornal, a "disparada" do Brasil é indiscutível, mas "a entrada de divisas também tem seu lado negativo, algo que, nos últimos anos, a Islândia pôde comprovar".

O também espanhol "El País" observa que "a primeira grande crise da globalização deixa, até o momento, dois grandes ganhadores: os emergentes asiáticos e o Brasil".
"Em ambos os casos o sucesso tem seus perigos”, diz o jornal. “A Bolsa brasileira subiu mais de 70% e o real se valorizou mais de 30% no ano: dois sinais de fortaleza, mas também de um perigoso reaquecimento."

Nas palavras do argentino "Clarín", a iniciativa do governo tem por objetivo "evitar que os investidores estrangeiros convertam o Brasil no que se define, em português, como a bola da vez, ou seja, o país do momento para os grandes ganhos oportunistas".

Fonte: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2009/10/21/brasil-e-vitima-do-proprio-sucesso-economico-diz-financial-times.jhtm

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Roubini, o "dr. Apocalipse", alerta para otimismo exagerado nas Bolsas

O economista Nouriel Roubini, que tem recebido crédito por prever a atual crise global econômica, alertou em uma entrevista à BBC que o mundo pode estar "plantando as sementes da próxima crise".

Na opinião do professor da New York University, existe uma "disparidade crescente" entre o otimismo dos mercados financeiros, que se valorizam a passos largos, e a debilidade da economia real, que se refaz mais gradualmente.

Para ele, a alta não está se dando pela melhora nos fundamentos econômicos da economia global, mas "também devido à barreira de liquidez criada com dinheiro fácil (dos pacotes econômicos) que tem escolhido investir em ativos financeiros".

"Estou preocupado que já estejamos plantando as sementes da próxima crise", alertou.

Nos últimos seis meses, o principal indicador da Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones, subiu cerca de 45%, em linha com indicadores financeiros ao redor do mundo.

Entretanto, como sinal de que a economia real permanece frágil, o economista lembrou a opinião, externada por muitos analistas, de que a crise que derrubou os preços no mercado imobiliário residencial está agora se alastrando também pelo segmento comercial.

"Eu vejo uma economia na qual consumidores chegaram ao limite de seus gastos, afundados em dívidas, precisam reduzir as despesas e poupar mais", afirmou.

"Em algum ponto no futuro pode haver uma correção. Essa correção está sendo adiada pela barreira de liquidez que tem escolhido investir em ativos financeiros, mas existe uma lacuna entre o que são os preços dos ativos e a economia real. A economia real ainda me parece muito débil."

Reformas
Mas o mundo pode evitar uma nova catástrofe se enfrentar as reformas do sistema financeiro propostas pelo G20, acredita o economista.

Para ele, isto colocaria a trajetória de recuperação econômica "na direção correta de alcançar mais estabilidade financeira: mais liquidez, mais capital, melhor capital, menos alavancagem, lidando com instituições muito grandes para falir, supervisão e regulação global, compensação de bancos".

"A crise não acabou, ainda há muitos danos no sistema financeiro, precisamos realizar essas reformas. Se não realizarmos estas reformas, estamos plantando as sementes da próxima crise", disse.


Fonte: www.uol.com.br/economia

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Interessante!

Hoje, a uol traz uma matéria intessante sobre os trades.

Vale a pena conferir


"Day trader" é o sujeito que compra e vende ações várias vezes ao dia. Pode ser um investidor pessoa física que faz isso em causa própria, pode ser o gestor de um fundo que opera para clientes de um banco ou de uma corretora.

E, nesta fase pós-crise, com a Bolsa de Valores subindo, muitos estão virando "day traders". Vários até desistiram de tudo para operar. São jovens (têm menos de 25 anos), normalmente homens e com um objetivo em comum: querem ficar milionários logo.

Danilo Bertasi tem 19 anos e paga todas as contas de casa, o carro blindado e a faculdade com a rentabilidade das ações.

Mas não é fácil. Comecei com R$ 8.000 e de cara perdi R$ 3.000", diz Danilo. Ele rói as unhas, sofre de pressão alta e toma remédio para dormir. Antes de começar a operar na Bolsa, Danilo era modelo fotográfico. De lá para cá, engordou 20 quilos. Atualmente, faz planos para ficar milionário aos 25 anos ou antes.

Esse jovem investidor tem um segredo para se dar bem com a Bolsa de Valores: não importa o que a empresa vende. Ele só opera papéis que oscilam muito.

"Adoro ações de construtoras e as das empresas do Eike Batista. Para mim, tanto faz se vendem cadeado ou biscoito", afirma Danilo. Ele estuda administração de empresas no Mackenzie, em São Paulo, mas não quer trabalhar em escritório. "Meu negócio é a Bolsa", diz.

Há duas semanas sua carteira só vem dando lucro. "Já sei que logo vou ter prejuízo, é sempre assim", diz.

DemissãoOutro exemplo é Diego Mattiello. Ele tem 25 anos, não é casado, não tem filhos e é analista de sistemas.

Há dois meses largou o emprego onde estava havia dois anos e ganhava R$ 2.000 por mês. "Com a Bolsa, faço pelo menos R$ 4.000 todos os meses", diz Mattiello.

Ele afirmou que pensou bem antes de largar tudo. "Estava cansado da rotina e do salário baixo."

No começo do ano, Mattiello fez um curso para entender como operar na Bolsa via home broker.

Começou com R$ 2.000, que viraram R$ 10 mil no mercado acionário. De tão animado, Mattiello colocou mais R$ 20 mil em ações, sempre operando em minicontrato futuro (compra e venda de papéis em prazos determinados).

A ganância do jovem tem um certo limite. "Sigo uma estratégia. Quando a Bolsa atinge o que defini, páro de operar e só volto no dia seguinte", afirma.

Por outro lado, ele quer ficar milionário em cinco anos. Capitalizado, Mattiello espera abrir uma consultoria para ajudar outros investidores. "Até porque ficar só operando é muito chato", diz.

ExperiênciaO trader Carlos Episcopo, mais conhecido como Iceman (homem de gelo, em inglês) nos fóruns que discutem o mercado, afirma que é comum aparecer jovens que queiram ficar milionários rapidamente. "Toda vez que o mercado entra em alta depois de uma crise isso acontece."

Episcopo tem 39 anos e é trader há cinco. Antes disso, ele era sócio de uma empresa de telecomunicações. Como ele operava mais do que trabalhava, o sócio deu um ultimato. Ele optou por largar a sociedade e viver da rentabilidade do mercado de ações.

O problema dos jovens traders, diz Episcopo, é a autoconfiança. "A maioria quebra a cara depois de algum tempo."

Para ele, o segredo de quem quer virar "day trader" é ouvir os mais experientes, entrar nos fóruns de debate, ler as análises de corretoras.

Dinheiro fácilO gerente-geral do INI (Instituto Nacional de Investidores), Paulo Portinho, já viu muitos jovens entrarem no mercado e se darem mal.

"A chance de alguém se dar bem vendendo e comprando o dia todo até existe. Mas dificilmente se mantém", afirma.

O problema, diz Portinho, é que esses investidores são muito agressivos e encaram a Bolsa como um jogo, não um investimento.

"Quando começam a perder sem parar, entram em pânico e largam tudo. E Bolsa é investimento para o longo prazo", diz Portinho.

Fonte: www.uol.com.br
Link: http://economia.uol.com.br/financas/investimentos/2009/09/24/ult5346u204.jhtm

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Empresas brasileiras movimentam mais na Bolsa de NY do que na Bovespa

As ações de empresas brasileiras listadas na Nyse (a Bolsa de Nova York) movimentaram quase US$ 4 bilhões por dia naquele mercado em 2008, superando o valor médio negociado por todas as companhias registradas na Bovespa, de US$ 2,7 bilhões.

Em todo o ano passado, o volume de movimentação das chamadas ADRs (American Depositary Receipts, na silga em inglês) totalizou US$ 900 bilhões, crescimento de 62% em relação a 2007, segundo dados apresentados nesta segunda-feira em evento com o presidente da Nyse, Duncan Niederauer, em São Paulo.

Em 30 de junho, a capitalização de mercado das 31 companhias do país na Nyse estava em US$ 502,8 bilhões, cerca de 64% do total das 84 empresas da América Latina presentes na Bolsa.
O Brasil é o terceiro país em empresas listadas na Nyse, atrás apenas do Canadá, com 74, e China, com 42. Os papéis brasileiros mais negociados na Bolsa em 2008 foram Petrobras, Vale, Unibanco e Bradesco.

Além disso, Vale e Petrobras estão entre os ativos estrangeiros mais negociados de toda a Nyse. De acordo com os dados, os ADRs brasileiros foram responsáveis, no ano passado, por 25% de todo o volume negociado por companhias não-americanas na Nyse.

Ao todo, são 493 empresas estrangeiras na Bolsa de Nova York, com participação de 47 países e capitalização total de US$ 7 trilhões (em dados de 30 de junho deste ano).

IPOs

Mesmo com a recuperação antecipada da economia brasileira e o bom desempenho da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) no ano --a Bolsa brasileira registra, até 14 de agosto, alta de 50,57% no ano--, os volumes negociados na Bolsa de Nova York ainda são muito maiores que no mercado doméstico.

No primeiro semestre deste ano, o volume médio diário de transações na Nyse ficou em US$ 83,6 bilhões, contra cerca de US$ 2,79 bilhões da Bovespa.

Em termos de IPOs (lançamento inicial de ações, na sigla em inglês), a Bolsa de Nova York registra, até este momento, no ano, 15 ofertas, contra apenas uma --VisaNet--, da Bovespa. A previsão do vice-presidente da Nyse, Scott Cutler, é que este número supere 20 até o fim de 2009.

"Estamos começando a ver o começo de um novo ciclo no mercado em todo o mundo, que será entre o fim de 2009 e o começo de 2010. Mas é difícil prever o número certo, depende das condições daqui em diante", afirmou.

Se chegarem a 20, os IPOs neste ano na Bolsa de Nova York vão superar o número registrado em 2008, de 12 lançamentos. O valor, porém, ainda é 50% menor que o registrado em 2007, quando foram 44 IPOs.

Niederauer afirmou que o IPO que a companhia JBS USA (subsidiária da brasileira JBS Friboi nos Estados Unidos) pretende realizar no mercado americano no segundo semestre deve ocorrer na Nyse.

Fonte: Folha de São Paulo
Link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u610805.shtml

terça-feira, 5 de maio de 2009

Nos 50 mil pontos, não há quem não questione a sobriedade da bolsa

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira
04/05/09 19h00
InfoMoney

SÃO PAULO - Nos 50 mil pontos, a bolsa já acumula quase 70% de alta desde seu "fundo do poço", em outubro do ano passado; um dos melhores desempenhos do mundo. Mas o que resta para a bolsa brasileira depois desta marca impressionante?

Quanto mais se acumula ganhos, mais aumenta a pressão pela realização. Esta semana parecia ideal para a correção, com muitos investidores apostando no ajuste em Wall Street devido ao volume mais tímido de negócios que as bolsas norte-americanas assistiam nos últimos dias.

Pelo gap em relação à abertura dos mercados externos na sexta-feira, pela evolução da epidemia de gripe suína no final de semana, todas as atenções se voltavam para este início de semana, que surpreendeu. Por aqui, a bolsa não enfrenta este "problema" de volume citado para Wall Street. Pelo contrário, parece mais sólida e com motivos mais consistentes para subir que a maioria das bolsas internacionais; por isso o volume recorde da segunda-feira, por isso um dos melhores desempenhos do mundo.

Falta sobriedade?
Antes se questionava se era apenas repique ou tendência de alta, se há sustentabilidade no movimento ascendente. Com 70% de ganhos em pouco mais de seis meses, agora a dúvida é se vem ou não realização, se há mesmo argumentos para tamanho otimismo.

Na balança, a maioria dos analistas bate exatamente nesta tecla. O mercado parece ter perdido a sobriedade, armadilha comum em períodos de ganhos tentadores. "Qualquer gracejo que seja acaba tomando uma proporção exagerada, demonstrando assim o apetite por crescimento a qualquer custo.", destaca a Gradual Corretora.

Visão semelhante à perspectiva para maio de Bill Gross, gestor da Pimco. "Separar realidade de exuberância, tanto na alta quanto na baixa, são ingredientes para uma estratégia de sucesso no mercado", alertou no relatório publicado na segunda-feira. Tobias Levkovich, estrategista do Citi, afirmou à agência CNBC que "muitos investidores estão ignorando fundamentos".

Exuberância
De fato, um rali de 70% em condições econômicas como as atuais pode ser visto como exagero. Mas a questão é de oportunidade, que costuma aparecer só uma vez durante os bear markets. Quem não entrar correndo, corre o risco de ficar só imaginando, assistindo a oportunidade passar.

É uma questão típica de diferenciação entre investidores institucionais e de varejo. Lá fora, o rali de Wall Street parece puxado pelo investidor pessoa física. "O 'tolo' dinheiro do varejo está puxando os ganhos", disse Barry Ritholtz, da Fusion IQ. E quem puxa o rali aqui dentro é o estrangeiro.

Uma lição com os cavalos
Todos querem saber se há espaço acima destes 50 mil pontos. Jefferey Saut, da Raymond James, faz um alerta. "Quando muitos apostadores acreditam no mesmo cavalo o prêmio vai se diminuindo; o prêmio deste mercado no curto prazo está muito reduzido após oito semanas de ganhos".

Quase todos falam sobre a falta de sobriedade do mercado atual, a exuberância dos ganhos que podem confundir a cabeça do investidor. Mas uma questão é evidente: se o mercado quiser, ele vai subir. A continuidade demonstrada por este rali serve como prova.

O perigo
O estrategista Laszlo Birinyi lembrou à CNBC que o padrão dos bull markets aponta para a chegada da realização por volta do dia 194 do rali. Atualmente, estamos apenas no dia 53. O fôlego do investidor estrangeiro também sugere que o Ibovespa pode ir um pouco mais além.

Caso a correção fique de fato mais para frente, vale destacar um recado deixado pelo colunista da InfoMoney Ricardo Ratner Rochman, em sua coluna desta segunda-feira. "(...) podemos considerar que muito do movimento do mercado brasileiro e alta da Bovespa é fruto de especulação, e não de investidores de longo prazo. Não que isto seja um problema sério para os investidores, mas a atenção deve ser redobrada, pois o que vem rápido, pode ir mais rápido ainda."

Fonte: http://web.infomoney.com.br

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Bovespa fecha acima de 46 mil pontos, maior nível em 6 meses

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou esta quinta-feira em alta de 1,66%, aos 46.024,78 pontos, acompanhando o otimismo das Bolsas no mundo após o balanço além das expectativas de um banco norte-americano. É o maior nível de pontuação em seis meses, desde 2 de outubro, quando o índice fechou em 46.145,10 pontos.


www.uol.com.br/economia

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Viabilidade comercial de descoberta da Petrobras é positiva, dizem analistas

SÃO PAULO - A declaração da viabilidade comercial da descoberta de reserva de gás no bloco BM-S-7, localizado na Bacia de Santos, foi recebida com ânimo pelos analistas. O bloco é operado pela Petrobras (PETR4, PETR3), que detém 63% da participação, dividida com a Repsol (com os 37% restantes).

A estatal brasileira apresentou a Declaração de Comercialidade à ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocom) na última segunda-feira (6). O novo campo, de nome Piracucá, está localizado em lâmina d'água de 200 metros e tem volume estimado em 88,5 milhões de metros cúbicos - cerca de 550 milhões de barris de óleo equivalente.

"Consideramos a notícia positiva para a Petrobras", resume a Ágora Corretora, ressaltando, entretanto, que o fato é pouco representativo em termos de acréscimo de novas reservas.

Impactos para a Petrobras

Também interpretando a notícia como positiva, a Ativa Corretora destaca outros pontos do fato. "O índice de recuperação de reservas, utilizando uma métrica conservadora, é próximo de 25%, o que significa que poderá ser extraído dessa jazida algo em torno de 138 milhões de boe", avalia a instituição.

Conforme a análise da Ativa, se considerada a parte que cabe à Petrobras, o potencial de crescimento de reserva é de 1% do total de reserva de óleo no Brasil, pelo critério SEC. "Se utilizarmos o critério SPE o crescimento das reservas de óleo no Brasil com essa descoberta é de 0,6%", acrescenta.

Um outro ponto ressaltado pela corretora é a localização do campo, que sugere um volume menor de investimentos para desenvolvimento da produção, já que fica em lâmina d'água de 200 metros.

Já na avaliação do Credit Suisse, a contribuição potencial de NAV (Valor Líquido de Ativo, na sigla em inglês) da descoberta para a Petrobras é desprezível. "Nós estimamos que seria em torno de US$ 2,8 por barril de óleo equivalente ou US$ 780 milhões (0,5% da capitalização de mercado da Petrobras)".

Impactos em outras empresas

Em contrapartida, o Credit Suisse acredita que a declaração de comercialidade terá reflexos maiores na Comgás. Segundo os analistas do banco, "o aspecto mais interessante, na nossa opinião, é o impacto dessa descoberta no mercado de gás", já que ela confirma a porção sul da Bacia de Santos como uma importância área para o segmento.

"Dada a sua proximidade com São Paulo, o mercado de gás mais importante no Brasil, o desenvolvimento dessa área pode provar ser uma importante fonte de oferta de gás no futuro", acrescenta o Credit Suisse. Isso, somado ao desenvolvimento de infraestrutura e às jazidas de gás na Bacia de Campos, pode trazer perspectivas positivas para os planos de crescimento de longo prazo da Comgás, de acordo com os analistas.

Outra empresa que deve ser impactada, segundo o Credit Suisse, é a OGX, devido à proximidade do bloco BM-S-7 ao bloco BM-S-29, que tem participação da petrolífera do grupo EBX (50%) e da Maersk (50%).

Fonte: www.infomoney.com