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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Petrobras é a 18ª maior empresa do mundo

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Com a Petro sendo muito martelada nos últimos tempos - Saí uma notícia que deixa todos um pouco mais animados com o futuro.
Petrobras sobe 7 posições em ranking das maiores empresas do mundo

A Petrobras subiu da 25ª para a 18ª posição no ranking da revista "Forbes" de maiores empresas do mundo, mantendo-se como a companhia brasileira mais bem colocada na lista. A classificação contabiliza vendas anuais em dólar, lucro, ativos e valor de mercado.
Bradesco (51ª), Banco do Brasil (52ª), Vale (80ª) e Itausa (82ª) são as outras brasileiras que aparecem na lista com 100 empresas.

O banco privado melhorou o desempenho registrado no ano passado, quando aparecia em 78º lugar. Já a Vale caiu nesse comparativo, pois antes estava na 74ª posição. As demais empresas não haviam sido listadas.

O banco JPMorgan lidera o ranking atual, desbancando a General Electric, que agora passou para o segundo lugar. Companhias dos Estados Unidos, aliás, ocupam as quatro primeiras posições, com o Bank of America e a gigante do petróleo ExxonMobil completando o quarteto.

A China surge em quinto, com o ICBC (Banco Industrial e Comercial da China, na sigla em inglês), o maior do país em valor de mercado.

Na lista completa da Forbes, que engloba 2.000 empresas, o Brasil ampliou o número de companhias que aparecem no ranking, subindo de 31 no ano passado para 33.

Confira as dez maiores empresas do mundo, segundo a lista da Forbes (na íntegra aqui)

1º - JPMorgan Chase
2º - General Electric
3º - Bank of America
4º - ExxonMobil
5º - ICBC
6º - Santander
7º - Wells Fargo
8º - HSBC
8º - Royal Dutch Shell
10º - BP (British Petroleum)


Veja todas as brasileiras na lista da Forbes com 2.000 empresas
18º - Petrobras
51º - Bradesco
52º - Banco do Brasil
80º - Vale82º - Itausa
235º - Eletrobrás
478º - CSN
620º - Usiminas
658º - Tele Norte Leste
698º - JBS
701º - Grupo Pão de Açúcar
732º - Gerdau
782º - Cemig
864º - CPFL Energia
919º - Braskem
930º - BM&FBovespa
942º - Redecard
953º - BRF (Brasil Foods)
980º - Fibria Celulose
1.102º - Cielo
1.190º - Ultrapar
1.316º - Sabesp
1.335º - Bradespar
1.380º - CCR
1.399º - Natura
1.432º - Banrisul
1.461º - OGX
1.472º - Copel
1.486º - Embraer
1.648º - WEG
1.680º - Net Serviços
1.705º - Fosfertil
1.813º - Sul America

link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u724934.shtml

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Ações "menores" lideram valorização na Bolsa no ano e em 12 meses

FABRICIO VIEIRA
da Folha de S.Paulo

Olhar para além das ações tradicionais às vezes se mostra uma opção mais lucrativa. Nos últimos tempos, isso é o que tem ocorrido. Os fundos de ações "small caps" são a categoria com rentabilidade mais elevada, tanto em 2009 como para um período de 12 meses.

O termo "small caps" é utilizado no mercado acionário para definir as companhias de menor porte, que contam com um volume de negócios menos expressivo na Bolsa.

No ano, os fundos "small caps" registram valorização média de 94,47%, enquanto as aplicações indexadas ao índice Ibovespa têm alta de 63,27%.

Os dados são de levantamento da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) e contam com as oscilações registradas até o dia 26 de outubro. Em 12 meses, a categoria líder tem apreciação de 118,64%.

Outro importante segmento dos fundos de ações, que são os indexados ao índice IBrX, registra ganhos de 62,83% no ano e de 88,94% em 12 meses.

"Nos últimos meses, quem garimpou na Bolsa, indo além das ações mais tradicionais, conseguiu encontrar grandes negócios", afirma Paulo Roberto Esteves, analista-chefe da Gradual Investimentos.

Atualmente há 433 empresas listadas na Bolsa. E o principal índice do mercado local, o Ibovespa, tem a participação de apenas 63 papéis. Ou seja, há muitas ações menos conhecidas para serem compradas.

Mas os analistas lembram que as "small caps" têm liquidez menor. E se o investidor quiser se desfazer rapidamente da ação, por algum motivo, terá dificuldades maiores do que se tivesse na carteira um papel da Petrobras ou da Vale.

Um exemplo: enquanto as ações da Petrobras registraram 26,4 mil transações no pregão de sexta-feira, os papéis do BicBanco tiveram só 208 negócios. Por outro lado, enquanto as ações do BicBanco acumulam valorização de 330,7% em 2009, as da Petrobras subiram muito menos: 57,6%.

A grande diferença de movimentação pode ser um problema se o investidor quiser vender suas "small caps" de uma hora para outra. Porém, se estiver pensando em aplicações de longo prazo, pode ser uma opção vantajosa. "Antes de comprar uma "small caps", o investidor tem de, ao menos, tentar entender como anda o setor a que essa empresa pertence. Investir no escuro é sempre mais arriscado", afirma Esteves.


Setor imobiliário
Um setor que tem se destacado é o da construção civil. No topo dos maiores ganhos da Bolsa em 2009 aparecem vários papéis de incorporadoras e de construtoras, sendo muitas delas de pequeno porte e de baixa movimentação na Bolsa.

As ações das companhias do segmento imobiliário mostram bem os dois lados desses papéis. Se lideram em ganhos neste ano, foram destaque de perdas em 2008.

Um caso interessante é o da Brookfield, que na sexta-feira teve pouco mais de 2.000 negócios -ou seja, 10% do giro da Petrobras. No ano, a ação ordinária da Brookfield registra valorização de 190,9%. Já em 2008, havia sofrido depreciação de 77%.

A Tenda é outro exemplo. A empresa, que teve somente 1.200 transações no último pregão, computa valorização de 342,2% neste ano, após amargar perda de 88,7% em 2008.

Fonte: www.folha.uol.com.br
Link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u646448.shtml

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Bovespa sobe quase 20% no trimestre e acumula alta de 64% no ano

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subiu 0,46% nesta quarta-feira e fechou aos 61.517,89 pontos, maior patamar do ano. A última vez em que o mercado encerrou um pregão acima dessa pontuação foi em 16 de julho de 2008.

Com o resultado de hoje, o indicador de referência das ações brasileiras fechou o terceiro trimestre com valorização de 19,53%. No ano, a alta acumulada é de 63,83%. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones, o principal da Bolsa de Nova York, teve seu melhor desempenho trimestral desde 1998, com alta de 15,7% no período, segundo dados preliminares.

A cotação do dólar comercial fechou a R$ 1,773 na venda, acumulando baixa de 6,14% em setembro.

"O desempenho da Bolsa brasileira está refletindo a visão do investidor internacional de que o Brasil está numa condição muito mais favorável no pós-crise", disse Newton Rosa, economista-chefe da SulAmérica Investimentos.

Além disso, as cotações das matérias-primas avançaram nesta quarta, levando para cima as ações de Petrobras (PETR4) e Vale (VALE5). A cotação do petróleo, particularmente, deu um salto de quase 6%.

O setor bancário engrossou o movimento, diante de comentários positivos de corretoras sobre o crescimento do crédito.

O otimismo com o Brasil teve ainda como pano de fundo o anúncio de que o Tesouro Nacional conseguiu emitir US$ 1,25 bilhão no exterior em bônus (papéis que representam dívida pública externa) com vencimento em janeiro de 2041.

Fonte: www.uol.com.br/economia
Link: http://economia.uol.com.br/cotacoes/ultnot/2009/09/30/ult1918u2506.jhtm

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Interessante!

Hoje, a uol traz uma matéria intessante sobre os trades.

Vale a pena conferir


"Day trader" é o sujeito que compra e vende ações várias vezes ao dia. Pode ser um investidor pessoa física que faz isso em causa própria, pode ser o gestor de um fundo que opera para clientes de um banco ou de uma corretora.

E, nesta fase pós-crise, com a Bolsa de Valores subindo, muitos estão virando "day traders". Vários até desistiram de tudo para operar. São jovens (têm menos de 25 anos), normalmente homens e com um objetivo em comum: querem ficar milionários logo.

Danilo Bertasi tem 19 anos e paga todas as contas de casa, o carro blindado e a faculdade com a rentabilidade das ações.

Mas não é fácil. Comecei com R$ 8.000 e de cara perdi R$ 3.000", diz Danilo. Ele rói as unhas, sofre de pressão alta e toma remédio para dormir. Antes de começar a operar na Bolsa, Danilo era modelo fotográfico. De lá para cá, engordou 20 quilos. Atualmente, faz planos para ficar milionário aos 25 anos ou antes.

Esse jovem investidor tem um segredo para se dar bem com a Bolsa de Valores: não importa o que a empresa vende. Ele só opera papéis que oscilam muito.

"Adoro ações de construtoras e as das empresas do Eike Batista. Para mim, tanto faz se vendem cadeado ou biscoito", afirma Danilo. Ele estuda administração de empresas no Mackenzie, em São Paulo, mas não quer trabalhar em escritório. "Meu negócio é a Bolsa", diz.

Há duas semanas sua carteira só vem dando lucro. "Já sei que logo vou ter prejuízo, é sempre assim", diz.

DemissãoOutro exemplo é Diego Mattiello. Ele tem 25 anos, não é casado, não tem filhos e é analista de sistemas.

Há dois meses largou o emprego onde estava havia dois anos e ganhava R$ 2.000 por mês. "Com a Bolsa, faço pelo menos R$ 4.000 todos os meses", diz Mattiello.

Ele afirmou que pensou bem antes de largar tudo. "Estava cansado da rotina e do salário baixo."

No começo do ano, Mattiello fez um curso para entender como operar na Bolsa via home broker.

Começou com R$ 2.000, que viraram R$ 10 mil no mercado acionário. De tão animado, Mattiello colocou mais R$ 20 mil em ações, sempre operando em minicontrato futuro (compra e venda de papéis em prazos determinados).

A ganância do jovem tem um certo limite. "Sigo uma estratégia. Quando a Bolsa atinge o que defini, páro de operar e só volto no dia seguinte", afirma.

Por outro lado, ele quer ficar milionário em cinco anos. Capitalizado, Mattiello espera abrir uma consultoria para ajudar outros investidores. "Até porque ficar só operando é muito chato", diz.

ExperiênciaO trader Carlos Episcopo, mais conhecido como Iceman (homem de gelo, em inglês) nos fóruns que discutem o mercado, afirma que é comum aparecer jovens que queiram ficar milionários rapidamente. "Toda vez que o mercado entra em alta depois de uma crise isso acontece."

Episcopo tem 39 anos e é trader há cinco. Antes disso, ele era sócio de uma empresa de telecomunicações. Como ele operava mais do que trabalhava, o sócio deu um ultimato. Ele optou por largar a sociedade e viver da rentabilidade do mercado de ações.

O problema dos jovens traders, diz Episcopo, é a autoconfiança. "A maioria quebra a cara depois de algum tempo."

Para ele, o segredo de quem quer virar "day trader" é ouvir os mais experientes, entrar nos fóruns de debate, ler as análises de corretoras.

Dinheiro fácilO gerente-geral do INI (Instituto Nacional de Investidores), Paulo Portinho, já viu muitos jovens entrarem no mercado e se darem mal.

"A chance de alguém se dar bem vendendo e comprando o dia todo até existe. Mas dificilmente se mantém", afirma.

O problema, diz Portinho, é que esses investidores são muito agressivos e encaram a Bolsa como um jogo, não um investimento.

"Quando começam a perder sem parar, entram em pânico e largam tudo. E Bolsa é investimento para o longo prazo", diz Portinho.

Fonte: www.uol.com.br
Link: http://economia.uol.com.br/financas/investimentos/2009/09/24/ult5346u204.jhtm

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Lula está construindo um gigante regional único, diz revista "Newsweek"

O Brasil vem se transformando na última década em uma potência regional única, ao se tornar uma sólida democracia de livre mercado, uma rara ilha de estabilidade em uma região conturbada e governada pelo Estado de direito ao invés dos caprichos dos autocratas. A afirmação é feita em artigo publicado na última edição internacional da revista americana "Newsweek".

"Contando com a cobertura da proteção de segurança americana, e um hemisfério sem nenhum inimigo crível, o Brasil tem ficado livre para utilizar sua vasta vantagem econômica de seu tamanho dentro da América do Sul para auxiliar, influenciar ou cooptar vizinhos, ao mesmo tempo conseguindo conter seu rival regional problemático, a Venezuela", afirma o artigo.

Segundo a revista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "preside uma superpotência astuta como nenhum outro gigante emergente".

O artigo foi publicado menos de um mês após Lula ter aparecido na capa da "Newsweek", com uma entrevista exclusiva à revista após seu encontro com o presidente americano, Barack Obama, na Casa Branca.


Poderio militar

A "Newsweek" observa em seu último artigo que enquanto outros países emergentes e mesmo os Estados Unidos contam com seu poderio militar como forma de afirmação, o Brasil "expressou suas ambições internacionais sem agitar um sabre".

A revista fala ainda que quando há algum conflito na região, o Brasil envia "diplomatas e advogados para as zonas quentes ao invés de flotilhas ou tanques".

O artigo também comenta que o Brasil tem se tornado uma voz mais assertiva para os países emergentes nos temas internacionais, contestando por exemplo os subsídios agrícolas dos países ricos.

"Nenhum governo foi tão determinado como o de Lula em estender o alcance internacional do Brasil. Apesar de ter começado sua carreira política na esquerda, Lula surpreendeu os investidores nacionais e estrangeiros ao preservar as políticas amigáveis ao mercado de Fernando Henrique Cardoso internamente, para a frustração dos militantes de seu Partido dos Trabalhadores. Para a esquerda, ele ofereceu uma política externa vitaminada", diz a "Newsweek".


Influência americana

A revista diz que os esforços brasileiros advêm da estratégia "não declarada" de se contrapor à influência dos EUA e de dissipar as expectativas de que exerça um papel de representante de Washington', mas que nem por isso o país embarcou na "revolução bolivariana".

"Pelo contrário, Lula tem controlado a região ao cooptar os vizinhos com comércio, transformando todo o continente em um mercado cativo para os bens brasileiros", diz o artigo. "No fim das contas, o poder do Brasil vem não de armas, mas de seu imenso estoque de recursos, incluindo petróleo e gás, metais, soja e carne."

A revista afirma que isso também tem servido para conter a Venezuela e que a provável aprovação próxima da entrada do país de Hugo Chávez ao Mercosul não é "um endosso aos desejos imperiais de Chávez, mas uma forma de contê-lo por meio das obrigações do bloco comercial, como o respeito à democracia e a proteção à propriedade".

"Isso pode ser política de risco. Mas as apostas estão nos brasileiros. Sem um manual para se tornar uma potência global, o Brasil de Lula parece estar escrevendo o seu próprio manual", conclui a "Newsweek".

Fonte: BBC
Pulicado: http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u554320.shtml

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Petrobras passa Pemex e se torna a maior empresa da América Latina em vendas

A Petrobras se tornou, no segundo semestre do ano passado, a empresa com maior volume de vendas da América Latina, segundo levantamento da consultoria Economatica divulgado nesta sexta-feira.

As vendas da estatal brasileira somaram US$ 35,24 bilhões no terceiro trimestre, superando os US$ 33,86 bilhões verificados pela antiga líder, a gigante mexicana Pemex, também do setor petrolífero.

No trimestre seguinte, ambas as companhias tiveram forte queda nas vendas, mas a Petrobras recuou um pouco menos, mantendo a condição recém conquistada de líder. A brasileira obteve US$ 19,79 bilhões em vendas, pouco acima dos US$ 19,09 da concorrente mexicana.

Nas vendas anuais, no entanto, a Petrobras ainda fica atrás, uma vez que a Pemex registrou resultado muito acima da brasileira nos primeiros meses de 2008. A mexicana obteve US$ 66,24 bilhões no primeiro semestre, enquanto sua concorrente ganhou US$ 60,37 bilhões.

Com isso, considerando o ano inteiro de 2008, as vendas da Pemex atingiram US$ 96,07 bilhões em março, enquanto as da Petrobras ficaram em US$ 92,05.

Fonte: www.uol.com.br/economia

terça-feira, 31 de março de 2009

Março: Um mês de alívio

Bovespa sobe no dia e encerra março com ganho de mais de 7%

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou esta terça-feira em alta de 0,67%, aos 40.925,87 pontos, depois de acumular queda de 4,5% nos últimos dois pregões. A Bolsa encerrou o mês com ganho acumulado de 7,18%, enquanto o trimestre registrou alta de 8,99%. A cotação do dólar comercial fechou em R$ 2,319, acumulando queda de 2,19% em março, a maior desvalorização mensal desde abril do ano passado.

Os investidores reduziram suas preocupações com as instituições financeiras após o banco britânico Barclays ter se negado a participar de um plano de proteção de ativos do governo.

"A gente sente que o mercado está menos carregado, depois de ter atingido níveis horrorosos", avaliou Luis Piason, gerente de operações de câmbio da corretora Concórdia, referindo-se ao desempenho dos mercados no ápice da crise global, entre setembro e novembro do ano passado. "Nos últimos dois dias, o dólar deu uma subida forte e hoje está voltando", acrescentou.

Nos Estados Unidos, dois indicadores econômicos divulgados nesta terça trouxeram dados levemente abaixo do esperado. O índice de confiança do consumidor marcou 26 pontos em março, ante uma previsão de 28. O indicador Chicago PMI (sobre a atividade na região) registrou 31,4 pontos, abaixo dos 34,3 esperados.No Brasil, o Tesouro Nacional divulgou dados mostrando que o governo teve, pela primeira vez desde o início da série histórica, déficit fiscal primário no mês de fevereiro.

Fonte: www.uol.com.br

quarta-feira, 18 de março de 2009

Lula analisa mudanças na caderneta de poupança

NOVA YORK (Reuters) - O governo estuda uma possível alteração para o rendimento da caderneta de poupança que pode passar a competir com a rentabilidade dos títulos do governo indexados à taxa básica de juros, a Selic.

"Vamos discutir. Não posso ficar adivinhando o que vamos fazer. Vamos sentar para ver como ela vai ficar", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a jornalistas em Nova York, após participar de seminário para investidores.

Ele lembrou que já houve alteração nas regras da caderneta de poupança há dois anos. "Quando gente que tinha muito dinheiro queria colocar na poupança, nós mexemos para garantir a poupança apenas para os pequenos poupadores, para quem precisa da poupança", completou, afirmando que grandes investidores têm que procurar outro tipo de investimento.

Com a expectativa de futuras quedas da taxa Selic, que atualmente se encontra em 11,25 por cento ao ano, os títulos do governo brasileiro podem se tornar menos atrativos do que a caderneta de poupança, que rende TR (Taxa Referencial) mais 6 por cento ao ano.

(Reportagem de Walter Brandimarte)

Opinião: O Presidente não deveria ter falado sobre isso agora. Em um momento de crise, temos que consumir e não poupar.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Aos mais afoitos um alerta: bolsas não se recuperam com o mesmo apetite dos tombos

Entre impressões controversas que este princípio de 2009 oferece, mais uma vez o mercado se depara com sinais de melhora. O temor com bancos que parecia passado voltou no início do ano, mas agora sugere que o pior ficou para trás; ao menos com os eventos dos últimos dois dias. O investidor passa da expectativa de recuperação para o temor novos "fundos do poço" da noite para o dia.

Citi e JP Morgan afirmaram esta semana que as coisas estão melhorando no setor financeiro. Mas além dos bancos, outros fatores também precisam participar para se falar com mais convicção sobre uma inversão de tendência. Sem entrar no mérito do que o mercado precisa para engatar a virada, é importante definir algumas características de como esta recuperação deve ser.

Como vai ser? Já é sabido que a bolsa vai virar antes da economia, pois antecipa movimentos, age com expectativas. Até pelo tamanho desta crise, porém, é consenso entre os analistas que a recuperação desta vez será gradativa. Outra questão de interesse é quem vai guiar a retomada quando ela chegar.Na véspera, um relatório do Citi/Smith Barney traçou o comportamento passado como parâmetro de desempenho futuro. Em uma das passagens, os analistas afirmam que "os retornos mais elevados no futuro devem vir daqueles que apresentam performances históricas negativas".

Matemática simples Um ponto importante é livrar um pouco a cabeça da ideia de que a retomada, quando chegar, puxará as ações para cima da mesma forma que a crise as empurrou para baixo. Na bolsa, pode-se dizer que se sobe de escada para descer de elevador. Há recurso matemático para provar isto. Parece trivial, mas quando alguém fala que perdeu 20% de seu dinheiro com determinada ação, a primeira idéia é recuperar os 20% aos menos para empatar. Mas não dá para se falar de percentual e esquecer o valor, ou melhor, a base de cálculo.


Perdi 50%, preciso de 104%

Se comprei a R$ 50 esta ação, ela passa a valer R$ 40 após perder 20%. Recuperar estes 20% de R$ 40 levaria seu preço a R$ 48. Ainda tenho prejuízo de 4% sobre o investimento inicial. É que a base de cálculo é menor após a perda. Básico, mas muitas vezes esquecido.

Pegando o Ibovespa como exemplo, a ação preferencial da VCP acumula perda de 50,98% em 2009 considerando cotação do fechamento da quarta-feira (11). Para voltar aos R$ 17,93 que abriu o ano precisa recuperar muito mais em termos percentuais, 104%.

Esta simples lembrança reforça o sinal de que o processo de recuperação do mercado será diferente do tombo abrupto proporcionado pela crise. Quanto maior a baixa, mais demorada tende a ser sua recuperação.


Diversificar

Outra questão que vem à tona é a necessidade de se diversificar o portfólio. Não dá para apostar a poupança de uma vida apenas numa cartada. Mesmo se a tendência for mesmo de perda, com maior diversificação o prejuízo será, no mínimo, mais gradativo.

Volta na questão das variações percentuais. Quando mais cai, mais difícil de recuperar. Porcentagem também serve para uma dica básica, lembrada pelo portal MorningStar: para definir o ponto de diversificar seu investimentos, subtraia sua idade por 100.

Vai da idade A quem tem 20 anos, por exemplo, foca 80% de seus investimentos na renda variável; além da idade permitir perfil mais agressivo, tem mais vida pela frente para recuperar uma eventual perda. Por outro lado, um investidor de 80 anos deve destinar somente 20% de seu dinheiro às opções mais arriscadas como ações, privilegiar segurança.

Fonte: Infomoney

quarta-feira, 11 de março de 2009

Uma lista de 50 pessoas que ajudarão o mundo a sair da crise


Do Financial Times

Liderança política e coordenação internacional serão necessárias para acalmar o mundo no decorrer da crise financeira e econômica. Os nossos articulistas identificaram 50 pessoas cujos cargos, habilidades e contatos possibilitarão que sejam definidas as linhas do debate a respeito do que deverá acontecer.

Abaixo, uma avaliação feita pelo editor do "Financial Times" Lionel Barber.


Políticos

1 - Barack Obama, 47
Presidente dos Estados Unidos
Até o momento, no que diz respeito aos seus planos de resgate econômico, há avaliações positivas e negativas, mas ainda são aguardados muitos detalhes. Enquanto isso, o presidente está exercendo pressões para a implementação de uma agenda radical de reforma doméstica que inclua serviço de saúde, meio ambiente e educação. Conforme prometido, essa agenda traz uma forte dose de audácia e de esperança.

2 - Wen Jiabao, 66
Primeiro-ministro chinês
O homem que controla a economia da China goza de uma boa reputação no exterior, mas em casa enfrenta os críticos que dizem que ele apertou os freios muito rapidamente no ano passado. Jiabao é geólogo, e ascendeu ao poder devido à sua lealdade e atenção para os detalhes. Ele revelou uma faceta populista - muitos o conhecem como "Vovô Wen".

3 - Angela Merkel, 54
Chanceler da Alemanha
Integrante do grupo dos defensores de uma resposta regulatória e sistêmica, e não puramente macroeconômica e reativa, ela pediu uma "nova constituição global" para os mercados financeiros. Esta política democrata-cristã disputará um segundo mandato em 27 de setembro.

4 - Nicolas Sarkozy, 54
Presidente da França
Sarkozy acredita ser o líder real da Europa, devido aos problemas domésticos políticos e econômicos de Gordon Brown e à problemática coalizão de Angela Merkel. Durante a presidência francesa da União Europeia ele criou uma aparência de coordenação e unidade, que a seguir dissipou-se. Sarkozy defende a intervenção estatal e condena o capitalismo anglo-saxão.

5 - Gordon Brown, 58
Primeiro-ministro do Reino Unido
Tido como um potencial salvador global pelo economista Paul Krugman após ter recapitalizado os bancos britânicos, o ex-chanceler financeiro trabalhista acredita que está idealmente equipado para enfrentar a crise. Brown será o anfitrião na reunião de cúpula do Grupo das 20 nações industriais e em desenvolvimento (G-20), em 2 de abril, em Londres.

6 - Vladimir Putin, 56
Primeiro-ministro da Rússia
Após ter desfrutado de uma economia em crescimento como presidente, ele viu o mundo mudar desde que deixou o cargo de primeiro-ministro no ano passado. Putin terá que preservar um orçamento governamental que está sofrendo com a queda do preço do petróleo.

7 - Tim Geithner, 47
Secretário do Tesouro dos Estados Unidos
Presidente do New York Federal Reserve quando a crise chegou no final de setembro, ele agora dirige a operação de resgate do sistema financeiro dos Estados Unidos. O seu anúncio, em fevereiro, de diretrizes para o resgate, foi tido como equivocado.

8 - Lawrence Summers, 54
Diretor do Conselho Econômico Nacional
Tendo sido o último secretário do Tesouro de Bill Clinton e sendo o principal assessor econômico de Barack Obama, Larry Summers é sem dúvida a pessoa mais influente no governo. O ex-presidente da universidade Harvard está com um estilo menos contundente do que o que tinha antes. Mas isso ainda é um trabalho em andamento.

9 - Hamad bin Jassem al-Thani, 50
Primeiro-ministro de Qatar; presidente da Autoridade de Investimento de Qatar
Erudito, comunicativo e politicamente influente em um país rico em petróleo que deseja esquivar-se da crise gastando dinheiro e que provavelmente terá sucesso. Autoridade de Investimento de Qatar, um fundo soberano, sairá comprando pechinchas à medida que os preços caírem. O xeque Hamada gerou uma certa agitação ao apoiar a criação da Al Jazira, a popular rede de televisão árabe.

10 - Wang Qishan, 60
Vice-primeiro-ministro da China
Nomeado no ano passado, ele emergiu como figura de ponta na liderança das questões financeiras internacionais. Com um currículo que inclui cargos como o de prefeito de Pequim e presidente do Banco de Construção da China, ele é um dos poucos líderes chineses que sente-se à vontade com a diplomacia da reunião de cúpula do G-20. É uma pessoa famosa pelo seu estilo direto e sem sutilezas.

11 - Barney Frank, 68
Presidente do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos
O parlamentar que deseja ser um dos principais arquitetos da reformulação da regulação financeira dos Estados Unidos quer criar um "regulador de risco sistêmico", afirmando que o Federal Reserve deveria assumir a tarefa. Frank deseja também a reformulação do financiamento de hipotecas e a prevenção dos abusos por parte dos bancos de financiamento.

12 - Steven Chu, 61
Secretário de Energia dos Estados Unidos
Tendo apenas um curso de nível superior, ele brinca dizendo que foi a "ovelha negra acadêmica" na sua família de acadêmicos norte-americanos descendentes de chineses. Mas Chu teve inteligência suficiente para ganhar o Prêmio Nobel de Física em 1997. Ele liderará as iniciativas para a promoção da energia verde.

13 - Olivier Besancenot, 34
Líder partidário francês
O carteiro trotskista que lidera o Novo Partido Anti-capitalista, o maior grupo de extrema esquerda da França, sonha em usar o tumulto provocado pela recessão para modificar a ordem política e social. Identificado pelas pesquisas de opinião da França como o político oposicionista mais efetivo, ele disputou duas eleições presidenciais, tendo conquistado bem mais de um milhão de votos em cada uma delas.


Presidentes de Bancos Centrais

14 - Ben Bernanke, 55
Presidente do Federal Reserve dos Estados Unidos
Especialista na história da Grande Depressão e nas medidas que os bancos centrais podem adotar em épocas de grande crise, ele tem contado com amplas oportunidades para colocar as suas teorias em prática, usando uma gama cada vez mais ampla de instrumentos para tentar conter o desastre econômico.

15 - Jean-Claude Trichet, 66
Presidente do Banco Central Europeu
Este burocrata francês, que lida com crises econômicas há mais de duas décadas, acredita que os políticos e os bancos centrais precisam fazer tudo o que está ao seu alcance para restaurar a confiança econômica. Ele ajudou a fazer com que governos apoiassem planos de resgate e reformas regulatórias.

16 - Zhou Xiaochuan, 61
Governador do Banco Popular da China
Governador do banco central da China desde 2002, ele é considerado um dos principais defensores das reformas rápidas de mercado. Fluente em inglês, Xiaochuan é respeitado entre os economistas. Ele é responsável pelo controle de reservas em moeda estrangeiras no valor de quase US$ 2 trilhões.

17 - Mervyn King, 60
Governador do Banco da Inglaterra
A elaboração de políticas por parte de King no banco central do Reino Unido tem sido criticada por dar mais ênfase à economia do que à estabilidade financeira. Mas não há dúvidas quanto à sua capacidade intelectual e vínculos econômicos globais.

18 - Masaaki Shirakawa, 59
Governador do Banco do Japão
Embora seja o guia monetário da segunda maior economia do mundo, o seu estilo cauteloso e as suas modestas ambições políticas deixam claro que ele não será uma força propulsora de mudanças drásticas. Shirakawa é um veterano do Banco do Japão que diz que a sua atuação no banco central é não só a sua profissão, mas também o seu hobby.

19 - Mario Draghi, 61
Presidente do Fórum de Estabilidade Financeira e governador do Banco da Itália
Economista que estudou nos Estados Unidos, ex-executivo do Goldman Sachs e respeitado articulador de políticas transatlânticas. Ele defende uma maior regulação, fiscalização e transparência no Fórum de Estabilidade Financeira, um braço do Grupo dos Sete países industrializados (G-7), que deverá desempenhar um papel maior após a reunião de cúpula do G-20.

20 - Mark Carney, 43
Governador do Banco do Canadá
O jovem Carney dá continuidade à tradição notável dos governadores do Banco do Canadá. Tendo um doutorado em economia, 13 anos de Goldman e seis como autoridade que participa de reuniões internacionais, ele está bem posicionado para entender as pressões tanto do sistema bancário quanto das regulações.

21 - Miguel Ordóñez
Governador do Banco da Espanha
Como funcionário graduado do banco central da Espanha, Miguel Angel Fernández Ordóñez manteve um sistema de medidas "anti-cíclicas" para os bancos, que agora é tido como um modelo para o mundo. O Banco da Espanha também rejeitou as unidades "off-balance-sheet" (uma forma de financiamento que não precisa ser reportada no balanço dos acionistas da empresa patrocinadora do projeto, como dívida) que contribuíram para destruir os lucros dos bancos em outros países.

22 - William Dudley, 56
Presidente do Federal Reserve Bank de Nova York
Após uma carreira que combinou a atuação no banco central com a experiência prática, Dudley foi escolhido em janeiro para liderar o braço do sistema bancário central dos Estados Unidos que está mais próximo aos mercados. Formado em economia, ele iniciou a sua carreira no Fed, mas passou a maior parte da sua vida profissional no Goldman Sachs.

23 - Jacques de Larosière, 79
Governador honorário, Banque de France
Diretor de gerenciamento do Fundo Monetário Internacional (FMI) de 1978 a 1987, quando supervisionou a política para a crise da dívida da América Latina e o acordo Plaza sobre o dólar. À época ele foi governador do Banque de France e presidente do Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento. Um grupo que ele dirigiu no mês passado recomendou a adoção de reguladores poderosos na União Europeia para o sistema bancário, securities e seguros.


Reguladores

24 - Adair Turner, 53
Presidente da Autoridade de Serviços Financeiros
Lord Turner de Ecchinswell começou a atuar na agência reguladora do Reino Unidos após o colapso do Lehman Brothers. Mas no seu primeiro discurso em janeiro, o ex-consultor da McKinsey ofereceu uma das avaliações mais amplas das origens da crise. Essa abordagem é familiar no seu trabalho, desde a análise de problemas relativos a pensões à mudança climática. Neste mês ele deverá apresentar um relatório que consistirá na base para reformas do sistema regulador financeiro do Reino Unido.

25 - Sheila Bair, 54
Presidente da Corporação Federal de Seguros de Depósitos
Supervisiona uma agência que teve os seus poderes bastante expandidos pelos planos de apoio ao sistema bancário. À medida que a lista de bancos "problemáticos" aumenta, novos fracassos implicam em pressões sobre o fundo de seguro de depósitos da Corporação Federal de Seguros de Depósitos.

26 - Mary Schapiro, 53
Presidente da Securities and Exchange Comission (Comissão de Valores Mobiliários)
Tendo trabalhado na área de regulação por mais de 20 anos, ela tem um ótimo currículo e uma grossa "couraça" para lidar com problemas. Mas a Securities and Exchange Comission está sendo criticada por causa da crise e pela suposta fraude de US$ 50 bilhões perpetrada por Bernard Madoff. Ela prometeu ajudar a restaurar a confiança do investidor e a garantir a aplicação das regras.


Chefes de Instituições

27 - Jaime Caruana, 56
Diretor-gerente do Bank for International Settlements
O ex-governador do banco central da Espanha assume a difícil direção do banco que controla os bancos centrais no próximo mês. Tendo presidido as negociações Basiléia II na capital bancária, ele está encarregado de ajudar a encontrar uma alternativa que tenha menor possibilidade de amplificar o presente ciclo econômico.

28 - Dominique Strauss-Kahn, 59
Diretor de Gerência do Fundo Monetário Internacional
Um político hábil, bem como um economista com Ph.D. Assim como o seu congênere no Banco Mundial, ele concentrou-se em tentar aumentar o tamanho da sua instituição para que esta faça frente à crise. Ele tentou também reduzir a controvérsia a respeito da política monetária da China ao manter a questão fora das discussões da diretoria executiva do banco.

29 - Robert Zoellick, 55
Presidente do Banco Mundial
Após uma carreira no serviço público, com uma anômala passagem pelo setor privado, ele tem procurado expandir a capacidade de empréstimo do banco frente a crise.

30 - Pascal Lamy, 61
Diretor-geral da Organização Mundial do Comércio
As corridas de longa distância prepararam Lamy bem para presidir a rodada Doha de negociações comerciais. Mas o ex-comissário da União Europeia conta com pouco poder executivo: ele é capaz de consultar, bajular e advertir, mas não de impor acordos.


Investidores

31 - Lou Jiwei, 58
Presidente da China Investiment Corporation (CIC)
O chefe do ainda novo fundo soberano da China é tido como um membro crucial do "grupo de economia de mercado" composto por autoridades chinesas, entre as quais Zhou Xiaochuan, o governador do banco central. Os desastrosos investimentos da CIC no Blackstone e no Morgan Stanley fizeram dele um alvo de críticas.

32 - George Soros, 78
Fundador da do Fundo Soros de Gerenciamento e da Fundação Sociedade AbertaPara o gerente de fundos hedge e filantropista, 2008 foi um ano marcante - o seu fundo desafiou um mercado em declínio e acusou lucros de quase 10%. O primeiro peso-pesado de Wall Street a apoiar Barack Obama, ele há muito previu a crise do capitalismo global e encontra-se sintonizado com o "espírito da época" (zeitgeist).

33 - Warren Buffett, 78
Diretor do Berkshire Hathaway
O mais famoso investidor do mundo, e provavelmente o homem mais rico. Defensor do investimento em valor (value investing), ele acredita em vender quando outros encontram-se tomados pela ganância, e em comprar quando eles têm medo. Mas após um apelo pela compra de ações no final de 2008, as vendas aumentaram ainda mais.

34 - Laurence Fink, 56
Diretor-executivo da BlackRock
A BlackRock provavelmente empenhou-se mais do que qualquer outra firma em consertar a bagunça financeira - por exemplo, ao aconselhar o Fed enquanto este emitia swaps de crédito (credit default swaps) à AIG. Pioneiro das securities lastreadas por hipotecas, Larry Fink é tido como um dos poucos líderes de Wall Street que não caíram em descrédito.


Economistas

35 - Robert Shiller, 62
Professor de economia da Universidade Yale
Na vanguarda da economia comportamental - uma área que questiona a ideia de que as pessoas, e especialmente os mercados financeiros, são geralmente movidos por comportamentos racionais. Ele deseja que os cidadãos comuns sejam mais expostos aos derivativos, mas na forma de seguro contra os contratempos da vida.

36 - Montek Singh Ahluwalia, 65
Vice-presidente da Comissão Indiana de Planejamento
Descrito por alguns como o melhor ministro das Finanças da história da Índia, Ahluwalia é associado a reformas que ajudaram a fazer do seu país um promissor mercado emergente. No decorrer dos últimos meses, ele elaborou a gradual resposta de estímulos para conter a crise.

37 - Paul Volcker, 81
Presidente do Comitê Assessor para a Recuperação Econômica
Presidente do Fed de 1979 a 1987, ele é lembrado principalmente pelos remédios monetários que colocaram a inflação sob controle. Membro do Partido Democrata, ele advertiu antecipada e vigorosamente quanto ao perigo representado pelas hipotecas subprime.

38 - Paul Krugman, 56
Professor da Universidade de Princeton; colunista do jornal "The New York Times"
É quase certo que seja o economista mais famoso do mundo. Ele transformou uma formação acadêmica famosa em uma carreira de colunista, blogueiro e eviscerador do conservadorismo ideológico. Krugman conquistou um nicho como consciência liberal dos democratas.

39 - Nouriel Roubini, 49
Presidente da RGE Monitor
Conhecido como "Dr. Doom" ("Doutor Maldição") por ter sido persistentemente o mais sombrio, e preciso, profeta da crise financeira e dos vínculos desta com a economia mais ampla, o professor Roubini está atualmente prevendo uma "quase-depressão", a menos que sejam aplicada medidas radicais. Foi assessor de Tim Geithner no Departamento do Tesouro na década de 1990.

40 - Leszek Balcerowicz, 62
Professor de economia da Escola de Economia de Varsóvia
Arquiteto da transição econômica da Polônia, duas vezes vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, e, a seguir, governador do banco central. Crente nos livres mercados, ele é mais conhecido por expor as suas ideias do que por promover consenso.


Banqueiros

41 - Lloyd Blankfein, 54
Diretor-executivo do Goldman Sachs
Tirou o seu banco de investimento de grande parte da rota da destruição que abateu-se sobre Wall Street em 2008: o Goldman apresentou lucros naquele ano. No novo e duro ambiente, a sua tarefa é descobrir novas áreas de crescimento sem afastar-se muito das raízes tradicionais da sua firma.

42 - Jamie Dimon, 52
Presidente do JPMorgan Chase
De rejeitado pelo Citigroup a aclamado como "Rei de Wall Street", Dimon, que nesta sexta-feira fará 53 anos, tem passado pelos altos e baixos de Wall Street, mas até o momento a crise tem sido generosa para com ele. O JPMorgan foi capaz de comprar barato os rivais Bear Stearns e Washington Mutual.

43 - Stephen Green, 60
Presidente do HSBC
No HSBC desde 1982, ele manifestou forte oposição à necessidade de reforma do sistema bancário. Pregador laico e autor de um livro sobre a reconciliação da religião com os livres mercados, ele criticou os excessos cometidos pelo setor na fase de boom.

44 - Michel Pébereau, 67
Presidente do BNP Paribas
Diretor antigo do maior banco de empréstimos da França, ele trabalhou por detrás dos bastidores para Christine Lagarde, a ministra das Finanças. O fato de liderar o BNP desde pouco antes da sua privatização em 1993 dá a ele uma visão sobre o papel que o Estado deveria desempenhar.


Empresários

45 - Carlos Ghosn, 55
Diretor-executivo da Nissan e Renault
Visto há muito tempo como um exemplo de executivo especializado em cooperação transnacional no setor automobilístico, ele é agora um dos principais porta-vozes do ramo, ocupando a presidência da Associação de Manufatores Automobilísticos Europeus.

46 - Indra Nooyi, 53
Diretora-executiva da PepsiCo
Defensora da globalização que argumenta que esta precisa ser acompanhada de sensibilidade cultural e política, bem como de valores éticos. Neste ano ela advertiu em Davos que "o capitalismo leva à ganância" e que ele precisa de regulação efetiva.

47 - Eric Schmidt, 53
Diretor-executivo do Google
O cientista veterano de computação é um elo fundamental das ligações entre o governo Obama e o Vale do Silício. O seu estilo tecnocrata reflete a atração do governo pela tecnologia. Ele atuou como assessor da equipe de transição de Obama.


Mídia/Academia

48 - Arianna Huffington, 58
Editora-chefe, "The Huffington Post"
A ex-biógrafa recriou a arte do salon hostess de Washington para a era digital. O HuffingtonPost.com, ao contrário de muitos concorrentes, conseguiu manter a sua plateia desde a eleição.

49 - Rush Limbaugh, 58
Apresentador do Rush Limbaugh Show"Não dá para simplesmente ouvir Rush Limbaugh e realizar as tarefas", disse Barack Obama aos republicanos durante as negociações sobre o estímulo financeiro. Mais de 20 milhões de ouvintes parecem discordar, ao aceitarem a retórica do show contra o liberalismo.

50 - Kishore Mahbubani, 60
Reitor da Escola de Políticas Públicas Lee Kuan Yew
Embora não seja um defensor exaltado dos "valores asiáticos" superiores, ele afirma que o Ocidente necessita ceder espaço em instituições como o Banco Mundial e o FMI para que a Ásia desempenhe um papel mais construtivo.

Fonte e Tradução: UOL

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

BC surpreende e corta taxa básica de juros em 1 ponto percentual

Da Redação
Em São Paulo

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu na noite desta quarta-feira reduzir sua taxa básica de juros, a Selic, em 1 ponto percentual, passando de 13,75% ao ano para 12,75%.

É o maior corte desde dezembro de 2003, quando o juro básico passou de 17,5% para 16,5%. Trata-se, ainda, da primeira baixa desde setembro de 2007.

A medida põe fim a um ciclo de alta que havia se iniciado em abril do ano passado, quando o juro básico subiu de 11,25% para 11,75%.

O colegiado, no entanto, não foi unânime. O corte foi decido por cinco votos a três, sendo que os dissidentes defenderam uma redução de 0,75 ponto percentual.

Muitos economistas se surpreenderam com a decisão. A previsão dos analistas de mercado era de um corte de 0,75 ponto, segundo pesquisa realizada pelo próprio Banco Central com cerca de cem instituições financeiras.

Apenas nos últimos dias ganhou força a aposta de alguns analistas de que era possível um corte de até 1 ponto.

Já os sindicalistas pressionavam por uma decisão mais agressiva do Copom. Durante a manhã desta quarta-feira, seis centrais sindicais, incluindo a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a Força Sindical fizeram uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, na frente do edifício do BC, reivindicando corte de 2 pontos na Selic.

'Flexibilização'
O Copom informou, em nota, que inicia um processo de "flexibilização da política monetária".

"Avaliando as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, neste momento, reduzir a taxa Selic para 12,75% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e três votos pela redução da taxa Selic em 0,75 p.b. Com isso, o Comitê inicia um processo de flexibilização da política monetária realizando de imediato parte relevante do movimento da taxa básica de juros, sem prejuízo para o cumprimento da meta para a inflação", diz a nota.

Quem decide os juros?
O Copom foi instituído em junho de 1996 para estabelecer as diretrizes da política monetária e definir a taxa de juros.

O colegiado é composto pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e os diretores de Política Monetária, Política Econômica, Estudos Especiais, Assuntos Internacionais, Normas e Organização do Sistema Financeiro, Fiscalização, Liquidações e Desestatização, e Administração.

Fonte: www.uol.com.br

Obs: Não há dúvida que o Bacen surpreendeu - ainda pelo histórico do Banco Central Nacional -.

O corte de 0,75% já estava precificado na Bovespa, o corte de 1,0% não. Vamos aguardar.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Crise não afasta Investidor


Crise financeira não afasta pessoa física dos investimentos em ações


SÃO PAULO - Mesmo em momentos como o atual - de grande volatilidade para a renda variável -, o mercado de capitais brasileiro continua atraindo investidores pessoa física. De acordo com o último balanço divulgado pela BM&F Bovespa, o número de investidores de varejo saltou de 456.557 em todo ano de 2007, para 548.706 no acumulado de 2008. Na comparação entre outubro e novembro deste ano, a Bolsa de Valores de São Paulo ganhou 6.564 novos investidores de varejo.

Para a gerente de programas de popularização da Bolsa, Patrícia Quadros, a evolução acontece porque o brasileiro está aprendendo cada vez mais sobre o mercado de ações. "Os investidores já estão conscientes dos riscos da renda variável e já entenderam que esse é um investimento de longo prazo, para formar patrimônio. Por isso, já entendem que períodos turbulentos não ruins para investir, pelo contrário, nessas épocas os preços estão menores".

Para o sócio-diretor da Link Investimentos, Norberto Giangrande, o perfil do investidor pessoa física mudou muito nos últimos dez anos. "Claro que ainda presenciamos efeitos manada, em que as pessoas começam a investir em ações apenas porque vêem exemplos de outras pessoas que se deram bem nesse tipo de investimento. Porém, hoje, grande parte das pessoas físicas que estão na Bolsa são antenados, buscam informações, querem fazer cursos. Muita gente hoje, antes de investir, vai procurar saber como é a empresa, a liquidez de suas ações no mercado. Elas já sabem que a Bolsa não é um jogo".

Investidor em tempos de crise

Ainda de acordo com Giangrande, há dois tipos de investidores que estão atuando mais ativamente no mercado de ações nesse período de crise. "Tem aquele conservador, que permanece nas posições dele. Ele tem a ação há 20 anos e vai ficar mais 20 anos com ela. Não importam as quedas, esse investidor não sai. E há também os investidores mais jovens. Para estes, não importa se o mercado está bom ou ruim, eles estão sempre buscando boas oportunidades de investimento, mexem na carteira, se algum objetivo de preço foi alcançado, eles trocam de ação. É um investidor mais dinâmico".

Patrícia conta que os programas de popularização da Bolsa são bastante democráticos, em razão dos diferentes perfis de pessoas que buscam informações sobre o mercado de capitais.

"Temos uma série de programas, para estudantes do Ensino Médio, universitários, mulheres, entre outros. Além disso, temos o Bovespa vai até você, que é uma forma muito democrática de informação, porque leva a Bolsa de Valores até os cidadãos. Nestas férias, por exemplo, iremos para as praias, como já fizemos em outros anos, levando panfletos explicativos para quem está de férias".

A gerente explica ainda que o agravamento da crise não afastou os interessados na Bolsa de Valores de São Paulo. "Pelo contrário, aguçou ainda mais o interesse das pessoas. Recebemos muita demanda de pessoas querendo participar de cursos, sanar dúvidas. E não só no eixo Rio-São paulo. Hoje, o interesse pela Bolsa acontece em cidadãos de todo o País".